terça-feira, 2 de junho de 2020

Nelson “Madiba” Mandela.


FILE PHOTO OF PRESIDENT MANDELA.

De etnia Xhosa, Madiba, como era chamado carinhosamente pelo povo sul-africano, nasceu num pequeno vilarejo na região do Transkei, um dos territórios “guetos” criados pelo governo racista com o intuito de separar a população negra da população branca.   Desde cedo percebe a perversidade do sistema racista e a necessidade de organização do povo na luta contra o regime apartheid que negava aos(às) negros(as) direitos políticos, sociais e econômicos.

Quando estudante universitário envolve-se com o movimento estudantil e luta contra as políticas universitárias segregacionistas. Em 1942, já em Johanesburgo, une-se ao Congresso Nacional Africano (CNA) – organização social criada contra o racismo e na defesa de maiores liberdades civis, assim como, na luta pelo fim das penas injustas contra a população negra do país. Vinte anos depois, em 1962, figurando como uma das principais lideranças do CNA, foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua. Ficou preso por 27 anos, período em que Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao Apartheid que o clamor “Libertem Nelson Madiba” se tornou o lema das campanhas antiapartheid em vários países.

Em fevereiro de 1990, aos 72 anos, após anos de pressão interna e externa ele é liberto. Em 1994 torna-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Morre em 2013 aos 85 anos. Sua luta contra o Apartheid e o racismo não só moveu a África do Sul como de resto o mundo e serve de inspiração para todas as gerações, afinal, como ele mesmo disse, “ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

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